segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A ultima de Le corbusier

CONCLUÍDA MAIS DE 40 ANOS APÓS SUA MORTE, A IGREJA SAINT-PIERRE FINALIZA UM CONJUNTO URBANO DESENHADO POR LE CORBUSIER EM 1954 PARA A CIDADE DE FIRMINY, NA FRANÇA

POR ADRIANA FREIRE

Composto por uma casa de cultura, um estádio e uma unidade de habitação, o conjunto de Firminy, no interior da França, constitui uma idéia forte de Le Corbusier: a fusão perfeita entre três grandes atividades do homem: a vida cultural, o esporte e o culto. Esse projeto representa um dos seus últimos estudos e deve ser considerado uma obra-prima, tendo a mesma importância da Capela de Ronchamp (1955) e do Convento de la Tourette (1959).

Este exercício pretende explicitar as fases de desenvolvimento do projeto, levando em consideração que uma série de decisões de ordem técnica e de forma conduzirá ao seu êxito. A importância dessa análise está em reconhecer e destacar as decisões do projeto, identificar o sistema de ordem, os critérios básicos e seus elementos de concepção.

Para desenvolver o projeto, Le Corbusier recorre aos croquis de uma igreja desenhada para Tremblay em 1929. Nesses desenhos identificamos todos os princípios fundadores da Igreja de Firminy: a planta quadrada, a distribuição do programa em dois pavimentos, o acesso por uma rampa exterior e a imponente torre.

Porém, os primeiros croquis para a Igreja de Firminy datam de junho de 1961. Este estudo, a que chamaremos a primeira fase do projeto, conclui-se com a realização de uma primeira maquete, em fins de 1962, onde há uma evolução considerável em relação aos croquis de Tremblay.

Observando o projeto final, podemos concluir que ele respeita as idéias e princípios que fundamentaram sua concepção, marcado, porém, por algumas modificações importantes. A análise comparativa revela vários níveis de intervenção resultantes de origens diversas: adaptação às normas atuais (acesso à deficiente físico) e o tratamento de soluções não abordadas no anteprojeto. Porém, a evolução mais importante está no fato de o edifício ter sido destinado a um novo uso. Estas variáveis, quanto à disposição dos espaços e funções, são determinantes para o sistema de ordem espacial que, uma vez alterado, resulta numa nova reestruturação de todo o projeto.

Assim, a planta baixa e o primeiro pavimento unem-se em um único volume através de bancadas. Um caminho circular, à meia-altura, permite percorrer todas as salas e descobrir o jogo de volumes dos diferentes espaços. Aqui, a totalidade da experiência espacial foi alterada. A configuração em cruz dos eixos determinantes permanece, mas a maneira como o visitante deve percorrer esses espaços dá-se de forma contínua, pelas extremidades de cada ambiente.

Outros caminhos também são oferecidos aos visitantes. A partir do hall de entrada, longas escadas os conduzem a um nível rebaixado que se divide em duas partes distintas: salas de exposição com pé-direito duplo e espaços técnicos situados sob o hall de entrada e não visíveis em fachada. Nesse nível, no ângulo sudeste, inicia uma escada de dupla evolução permitindo acesso a todos os outros pavimentos. O acesso ao primeiro pavimento também pode ser feito por uma escada localizada no eixo da entrada e que se prolonga por uma passarela.

Fica claro que o exercício constante de adequação forma-função faz parte do raciocínio que encontra a forma em constituir-se.

Outros detalhes foram solucionados somente nessa fase do projeto. Na fachada leste, uma marquise autoportante foi introduzida para proteger a entrada do museu. Na fachada oeste, uma estrutura em pórtico intercepta o volume da base do edifício, funcionando como suporte da rampa exterior. A grande porta que determina o acesso principal foi realizada seguindo os modelos de Romchamp e la Tourette (metálica, esmaltada na superfície e pivotante num eixo vertical). Um estudo de cores foi realizado com o objetivo de transformar a entrada principal num grande painel de fundo. O mobiliário da igreja (altar principal e sua coluna estrutural, altar menor, púlpito, bancos) foi realizado em concreto branco, destacando esses elementos na composição.

Jogo de luz
Um interessante estudo foi realizado para a disposição da luz no edifício. Nos primeiros croquis de Le Corbusier, há na fachada leste uma abertura em forma de rosácea, como designado pelo próprio arquiteto em suas anotações. Essa solução permanece até a segunda fase do projeto. Com a retomada da construção em 2003, a idéia é abandonada, pois comprometeria a estrutura do tronco de pirâmide. Como solução de iluminação, pequenos orifícios são introduzidos na fachada leste, desenhando a constelação de Orion e atuando como pano de fundo do altar principal.

O modernismo no Brasil

O modernismo brasileiro foi um amplo movimento cultural que repercutiu fortemente sobre a cena artística e a sociedade brasileira na primeira metade do século XX, sobretudo no campo da literatura e das artes plásticas.

Comparado a outros movimentos modernistas, o brasileiro foi desencadeado tardiamente, na década de 1920. Este foi resultado, em grande parte, da assimilação de tendências culturais e artísticas lançadas pelas vanguardas europeias no período que antecedeu a Primeira Guerra Mundial, tendo como exemplo do Cubismo e do Futurismo, refletindo, então, na procura da abolição de todas as regras anteriores e a procura da novidade e da velocidade. Contudo, pode-se dizer que a assimilação dessas ideias europeias deu-se de forma seletiva, rearranjando elementos artísticos de modo a ajustá-los às singularidades culturais brasileiras.

Considera-se a Semana de Arte Moderna, realizada em São Paulo, em 1922, como ponto de partida do modernismo no Brasil. Porém, nem todos os participantes desse evento eram modernistas: Graça Aranha, um pré-modernista, por exemplo, foi um dos oradores. Não sendo dominante desde o início, o modernismo, com o tempo, suplantou os anteriores. Foi marcado, sobretudo, pela liberdade de estilo e aproximação com a linguagem falada, sendo os da primeira fase mais radicais em relação a esse marco.

Didaticamente, divide-se o Modernismo em três fases: a primeira fase, mais radical e fortemente oposta a tudo que foi anterior, cheia de irreverência e escândalo; uma segunda mais amena, que formou grandes romancistas e poetas; e uma terceira, também chamada Pós-Modernismo por vários autores, que se opunha de certo modo a primeira e era por isso ridicularizada com o apelido de neoparnasianismo.

domingo, 29 de novembro de 2009

Crítica a Villa savoye

Contraponto – Livro A Arquitetura da Felicidade – Alain de Botton
Vila Savoye – 1929 – 31

Por trás de um muro, no cume de uma colina em Poissy, um caminho de cascalho curva –se por entre uma mata densa antes de sair numa clareira, no meio da qual ergue-se um caixa retangular, branca e esguia, com janelas envidraçadas nas laterais, sustentada acima do chão por uma série de colunas incrivelmente delgadas.Uma estrutura no alto da Vila Savoye parece uma caixa d’água ou cilindro de gás, mas a um olhar mais atento ela revela ser um terraço com uma parede de proteção semicircular.A casa parece uma peça de um mecanismo preciso, primorosamente trabalhado.A casa parece uma visitante temporária, esperando receber um sinal para acionar seus motores e iniciar a viagem de volta para um galáxia distante.
A influência da ciência e da aeronáutica continua no interior.A porta da frente, de aço abre para um hall de entrada limpo e claro que mais parece uma sala de cirurgia.Dominando a sala, uma rampa larga leva aos aposentos principais.A cozinha está equipada com todas as conveniências da era moderna.O clima é técnico e austero.Não há nada irrelevante ou decorativo aqui, nenhuma rosácea ou cornija, nenhum floreio ou ornamento.A linguagem visual inspira-se nas fábricas.
“O que o homem moderno precisa é de uma cela de monge, bem iluminada e aquecida, com um canto de onde possa olhar as estrelas”, escreveu Le Corbusier.Quando a obra foi concluída, a família Savoye tinha motivos para se sentir confiante de que na casa projetada para eles, os requisitos exigidos estariam satisfeitos.
Tão forte era o interesse estético dos modernistas, que ele várias vezes prevalecia sobre considerações a respeito da eficiência.A Vila Savoye podia parecer uma máquina com intenções práticas, mas era na realidade uma extravagância com motivações artísticas.
A cobertura da Vila Savoye era desastrosamente desonesta.Segundo Le Corbusier, uma cobertura plana seria preferível a uma pontuda, por ser mais barato e mais fácil de manter.Mas uma semana após a família Savoye se mudar, começaram os problemas.A cobertura em cima do quarto do filho apresentou um vazamento, deixando passar tanta água que o menino contraiu uma pneumonia.Seis anos após o término da obra, Madame Savoye resumiu os sentimentos sobre o desempenho da cobertura plana numa carta: ”Está chovendo no Hall, na rampa, e a parede da garagem está encharcada, continua chovendo no meu banheiro, pois a água passa através da clarabóia”.Le Corbusier prometeu que o problema seria sanado imediatamente, e aproveitou para lembrar os comentários favoráveis da crítica especializada em arquitetura: ”Os senhores deveriam colocar um livro sobre a mesa do hall e pedir a todos os visitantes que registrem seus nomes e endereços. Mas não convenceu os insatisfeitos moradores:” Após inúmeros pedidos de minha parte, o senhor finalmente reconheceu que esta casa é inabitável.A sua responsabilidade está em jogo, torne a habitável imediatamente ou vou recorre à justiça.Só com o começo da Segunda Guerra Mundial e a fuga da família Savoye livraram Le Corbusier de ter de responder no tribunal pelo projeto de sua máquina de morar, quase inabitável, porém belíssima.

Mies van der Rohe

Este Arquiteto foi considerado um dos principais nomes da arquitetura do século XX, sendo geralmente colocado no mesmo nível de Le Corbusier ou de Frank Lloyd Wright.

Foi professor da Bauhaus e um dos formadores do que ficou conhecido por International style, onde deixou a marca de uma arquitectura que prima pela clareza e aparente simplicidade. Os edifícios da sua maturidade criativa fazem uso de materiais representativos da era industrial, como o aço e o vidro, definindo espaços austeros mas que transmitem uma determinada concepção de elegância e cosmopolitismo. É famoso pela sua interpretação pessoal, patente na sua obra concreta, dos aforismos, que não são da sua autoria, less is more (em alemão, Weniger ist mehr) e "God is in the details" ("Deus está nos pormenores").

Mies van der Rohe procurou sempre uma abordagem racional que pudesse guiar o processo de projeto arquitectónico. Sua concepção dos espaços arquitetônicos envolvia uma profunda depuração da forma, voltada sempre às necessidades impostas pelo lugar, segundo o preceito do minimalismo, Less is more.

Seagram Building, New york

Origens do modernismo

É possível traçar três principais linhas evolutivas nas quais pode-se encontrar a gênese da arquitetura moderna. O que une as três linhas é o fato de que elas terminam naquilo que é chamado de movimento moderno na arquitetura, considerado o clímax de uma trajetória histórica que desembocou na arquitetura realizada na maior parte do século XX.[carece de fontes?]

A primeira destas origens é a que leva em consideração que o ideário arquitetônico moderno está absolutamente ligado ao projeto da modernidade, e, em particular, à visão de mundo iluminista. Esta linha localiza o momento de gênese na arquitetura realizada com as inovações tecnológicas obtidas com a Revolução Industrial e com as diversas propostas urbanísticas e sociais realizadas por teóricos como os socialistas utópicos e os partidários das cidades-jardins. Segundo esta interpretação, o problema estético aqui é secundário: o moderno tem muito mais a ver com uma causa social que com uma causa estética.

A segunda linha leva em consideração as alterações que se deram nos diversos momentos do século XIX com relação à definição e teorização da arte e de seu papel na sociedade. Esta interpretação dá especial destaque ao movimento Arts & crafts e à art noveau de uma forma geral, consideradas visões de mundo que, ainda que presas às formas e conceitos do passado, de alguma forma propunham novos caminhos para a estética do futuro.

Uma terceira linha, normalmente a mais comumente entendida como sendo a base do modernismo, é a que afirma que a arquitetura moderna surge justamente com a gênese do movimento moderno, sendo as interpretações anteriores apenas conseqüências desta forma de pensamento. A arquitetura moderna surge, portanto, com as profundas transformações estéticas propostas pelas vanguardas artísticas das décadas de 10 e 20, em especial o Cubismo, o Abstracionismo (com destaque aos estudos realizados pela Bauhaus, pelo De Stijl e pela vanguarda russa) e o Construtivismo.

Uma caracterização ao modernismo

Apesar de ser um momento multifacetado da produção arquitectônica internacional, o Modernismo manifestou alguns princípios que foram seguidos por um sem-número de arquitetos, das mais variadas escolas e tendências.

Uma das principais bandeiras dos modernos é a rejeição dos estilos históricos principalmente pelo que acreditavam ser a sua devoção ao ornamento. Com o título de Ornamento é Crime (1908) um ensaio de Adolf Loos critica o que acreditava ser uma arquitetura preocupada com o supérfluo e o superficial. O ornamento, por sua vez, com suas regras estabelecidas pela Academia, estava ligado à outra noção combatida pelos primeiros modernos: o estilo. Os modernos viam no ornamento, um elemento típico dos estilos históricos, um inimigo a ser combatido: produzir uma arquitetura sem ornamentos tornou-se uma bandeira para alguns. Junto com as vanguardas artísticas da décadas de 1910 e 20 havia um como objetivo comum a criação de espaços e objetos abstratos, geométricos e mínimos.

Outra característica importante eram as idéias de industrialização, economia e a recém-descoberta noção do design. Acreditava-se que o arquiteto era um profissional responsável pela correta e socialmente justa construção do ambiente habitado pelo homem, carregando um fardo pesado. Os edifícios deveriam ser econômicos, limpos, úteis.

Duas máximas se tornaram as grandes representantes do modernismo: menos é mais (frase cunhada pelo arquiteto Mies Van der Rohe) e a forma segue a função ("form follows function", do arquiteto proto-moderno Daniel Domingues Sullivan, também traduzida como forma é função). Estas frases, vistas como a síntese do ideário moderno, tornaram-se também a sua caricatura.

São Paulo


Le Corbusier apresenta, também, propostas para a cidade de São Paulo

Por fim, as áreas verdes, que estariam convivendo em harmonia com a cidade moderna. No centro, circundando os arranha-céus e nas áreas residenciais como parques, tal explica Le Corbusier: “O apartamento da cidade pode ser construído sem pátio e longe das ruas, com as janelas dando para parques extensos. A cidade moderna deve aumentar sua densidade ao mesmo tempo em que aumenta consideravelmente as superfícies arborizadas.”

A partir destes conceitos, Le Corbusier definiu o que seria o urbanismo moderno.Mentor do CIAM, espalhou discípulos mundo afora, todos comungando idéias para a reformulação de cidades e para o renascimento da nova cidade moderna.

Le Corbusier apresenta, também, propostas para a cidade de São Paulo. Das características da proposta pode-se resumir no objetivo de se ligar de cume a cume, as colinas da cidade, com grandes viadutos para não sobrecarregar a cidade com seus veículos, já que, segundo ele, ao se anularem os caminhos da cidade, fim das rotas, os congestionamentos acabam por sobrecarregar e desvalorizar a cidade. Conseqüentemente, as modificações nos eixos viários tendem a valorizar a cidade por seus veículos.

Ele propunha o desenvolvimento de seus viadutos em estrutura de concreto armado em pilares, e não em “arcos custosos”, para que fosse viável a ocupação destas áreas abaixo das autopistas com edifícios de escritório e habitações em cubos. Era considerado por ele como “um projeto preciso, uma lei”.

Através de seus croquis, Le Corbusier apresentava propostas em que se percebiam intervenções no ambiente urbano e no relevo. Porém, estas intervenções não eram ressaltadas em seus croquis, consistia apenas em exemplos a ser apresentados, onde seu significado ficava à margem da interpretação de cada um.

Relevantes se fazem as questões relacionadas ao desenvolvimento da indústria do automóvel e a percepção, por Le Corbusier, da futura estagnação do sistema viário e as conseqüências disto para o ambiente urbano.

Le Corbusier no Rio de Janeiro



Em 1936, depois de estar com Lê Corbusier em Paris, Lúcio Costa escreveu ao presidente Getúlio Vargas convencendo-o da importância da presença do arquiteto no Brasil. Depois de muita insistência e de vencer vários entraves peculiares do serviço público, finalmente, pode realizar um antigo desejo.

Lúcio Costa já era um arquiteto conhecido quando se deu seu primeiro contato com Lê Corbusier em Paris. Era diretor da Escola Nacional de Belas Artes e já havia feito incursões em outros países. A vinda de Le Corbusier ao Brasil aconteceu através da influência do arquiteto junto ao presidente. Le Corbusier permaneceu durante quatro semanas no Rio de Janeiro trabalhando no escritório de Lúcio Costa.


Dentro de seu conceito urbanístico ligado à arquitetura moderna, Le Corbusier apresentou propostas para a cidade do Rio de Janeiro. A cidade planejada continha quatro princípios fundamentais, são eles:

- Descongestionamento do centro das cidades, para fazer frente às exigências de trânsito;
- Aumento da densidade dos centros das cidades, para realizar o contato exigido pelos negócios;
- Aumento dos meios de circulação, ou seja, modificar completamente a atual concepção de rua que se acha sem efeito ante o fenômeno novo dos meios de transporte modernos: metrôs ou carros, bondes, aviões;
- Aumento das superfícies arborizadas, único meio de assegurar a higiene suficiente e a calma útil ao trabalho atento exigido pelo ritmo dos novos negócios.

Segundo Le Corbusier, os antigos centros foram construídos sem planejamento com ruas estreitas que impediam a circulação os novos meios de transporte. O novo centro seria construído com vias expressas onde a velocidade seria primordial. No centro, estariam situados os arranha-céus, mas construídos obedecendo a uma média proporcional, pois os altos edifícios não devem fazer com que o homem se angustie diante de seu tamanho. Portanto, o novo centro da cidade serve ao trabalho e não ao lazer. Centro da cidade = sede dos negócios; e quanto maior é a densidade da população de uma cidade, menores são as distâncias a percorrer.

Para ele, uma das marcas do atraso em que estavam impregnadas as cidades antigas, eram as ruas estreitas, cheias de encruzilhadas e pouca funcionalidade. A cidade moderna deveria possuir ruas largas com pouquíssimos cruzamentos para que não houvesse possibilidade de aglomeração de carros, dificultando assim o deslocamento pela cidade. Para Le Corbusier, “a cidade que dispõe da velocidade, dispõe do sucesso”.

A cidade planejada deveria possuir módulos de 400 metros cada um: “Minha cidade é traçada sobre um quadriculado regular de ruas espaçadas de 400 metros e cortadas, às vezes, a 200 metros. Esse sistema tríplice de ruas sobrepostas atende à circulação do automóvel, todos eles órgãos rápidos e maleáveis.

VILLA FALLET




você sabia? Le Corbusier projetou sua primeira casa com dezoito anos, em 1905, na sua cidade natal, La Chaux-de-Fonds, conhecida pela produção de relógios.
Esse vídeo tem umas fotos ótimas da Villa Savoye, vale a pena dar uma olhadinha.

http://www.youtube.com/watch?v=zpj5utbmeKg

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Arquitetos e filósofos


Aplicas pedra, madeira, betão e com estes materiais constróis casas e palácios.. Mas subitamente tocas meu coração.. Isso é Arquitectura.
(Le Corbusier)


Edifícios bonitos vão além do científico – eles são organismos verdadeiros, concebidos espiritualmente, obras de arte usando a melhor tecnologia.
(Frank Lloyd Wright)


Um jardim é o resultado de um arranjo de materiais naturais, obedecendo a leis estéticas e entrelaçado com a visão do artista, sua experiência passada, suas incertezas, aflições, suas tentativas, seus erros e seus sucessos.
(Roberto Burle Marx)


Menos é mais.
(Mies van der Rohe)


Mais é mais.
(Robert Venturi)


Forma segue função – isso tem sido mal interpretado. Forma e função deveriam ser um só, junto numa união espiritual.
(Frank Lloyd Wright)


Espaço e Luz e Ordem. Essas são as coisas que o ser humano precisa tanto quanto pão ou um lugar para dormir.
(Le Corbusier)


Não é o ângulo reto que me atrai nem a linha reta, dura, inflexível, criado pelo homem.
O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher amada.
De curvas é feito todo o universo – o universo curvo de Einstein.
(Oscar Niemeyer)

sábado, 21 de novembro de 2009

Zaha Hadid



A arquiteta iraniana Zaha Hadid, ícone da arquitetura descontrutivista, claramente não tem medo da geometria. Minha obra preferida é o pavilhão feito pra Chanel, feito com uma espécie de placa de metal especialmente para possuir a capacidade de ser desmontado e montado em outra cidade. Le Corbusier no mínimo ficaria intrigado.



algumas obras de Zaha






Pavilhao da Chanel





sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Plantas

Sugestão de link do dia

http://www.slideshare.net/hcaslides/le-corbusier-villa-savoye

Apresentação de Patricia Aldeia.

Fotos









O Futuro Da Arquitetura

Le Corbusier, tido como papa da arquitetura moderna, propôs que a construção de casas não fosse algo livre e pessoal como fazer compras de supermercado ou de roupas. Ele sonhava com um mundo onde fábricas cuspissem residências prontas para serem usadas por qualquer ser humano do planeta. Eram as 'máquinas de morar’, que levavam a extremos os cânones chamados 'cinco pontos da arquitetura’, que ele tinha como imprescindíveis ao projeto de residências. A partir dali, nada mais era arquitetura, ninguém mais poderia fazê-la.
Prepotências a parte, Le Corbusier é tido como um dos maiores arquitetos do mundo não pelos seus projetos em si, mas porque ele foi o primeiro grande visionário a acreditar que poderia projetar um futuro da civilização. Nos filmes vimos carros voadores, roupas metálicas, comida em cápsulas e robôs substituindo-nos em nossos afazeres. De 2001, uma Odisséia do Espaço a Jetsons, todos nós já tivemos uma fantasia de futuro. Mas a verdade é que o futuro já chegou, e nada daquilo realmente aconteceu.

Ao longo do século XX, vários arquitetos e escritórios vieram com idéias mirabolantes de como viveríamos dali a 20, 30, 100 anos. O Archigram talvez seja o grupo com as idéias mais interessantes, com suas cidades ambulantes nos anos 60, que vagavam atrás de conexões com outras. Verner Panton foi o mais pé-no-chão, trazendo esse imaginário futurista para dentro das casas da mesma época, com muito apuro estético e pouco deslumbre.

Por aqui tivemos um grande idealista, que foi o arquiteto Eduardo Longo. Ele construiu sobre sua casa uma maquete em tamanho quase real do que seria o protótipo da casa industrial ideal: uma casa que saia pronta da fábrica, que poderia ser colocada em qualquer lugar, ainda mais que a de Le Corbusier, pois já vinha moldada com privada, fogão, varal, etc, e se sustentava sobre um único pilar. Nascia a Casa Bola. O protótipo rendeu uma outra casa para os pais do arquiteto no Morumbi, mas esta já se afastava completamente do ideal inicial. Hoje ela paira desconfortavelmente numa localização privilegiada da cidade, com cara de brinquedo de parque de diversões.

O japonês Kisho Kurokawa imaginou outro futuro, em que as pessoas se compartimentariam ao mínimo, e criou a cápsula para morar. Construiu inclusive um prédio inteiro de cápsulas que chegou a ser inteiramente ocupado. Pois nem os espremidos moradores de Tókio se convenceram da idéia e o edifício deve ser demolido este ano para dar lugar a mais uma gigantesca torre de apartamentos não-tão pequenos.

Onde foi parar o futuro? O que podem imaginar os arquitetos como utopias que pelo menos norteiem a produção edificante daqui para frente? Hoje tudo que se projeta suporta-se sobre os pilares da qualidade de vida, da sustentabilidade e da ecologia. Ok, estamos perto do fim do mundo, ninguém pode negar. Mas estamos já tão perto que perdemos a chance de imaginar-nos daqui a 50 anos? Estamos fadados a imaginar apenas uma forma menos agressiva de habitar o mundo pelo tempo que nos resta e tentar reparar minimamente o estrago que 5 mil anos de humanidade causou? Eu ainda tenho esperança de usar roupa metálica e ter um robô-faxineira.
Link do post real: http://rseefo.com.br/?tag=villa-savoye

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Pra que madeira e papel quando se tem açucar e farinha


Momento de descontração nessa fase de estresse de final de semestre! Um bolo com o formato da Villa Savoye. Aparentemente bem feito e com as proporções certas mas será que o gosto é bom?
Fica a ideia pra quem for craque na cozinha, uma maneira criativa pra fazer a maquete.
O bolo foi feito por uma confeitaria chamada Michelle Sugar Art para o casamento de dois arquitetos.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Cronologia dos projetos de Le Corbusier

Cronologia----

* 1905 - Villa Fallet, La Chaux-de-Fonds, Suíça
* 1912 - Villa Jeanneret-Perret], idem.
* 1916 - Villa Schwob, idem.
* 1923 - Villa LaRoche/Villa Jeanneret, Paris, França
* 1924 - Pavillon de L'Esprit Nouveau , idem (demolido)
* 1924 - Quartiers Modernes Frugès, Pessac, França
* 1926 - Villa Cook, Boulogne-sur-Seine, França
* 1927 - Weissenhof Siedlung, Stuttgart, Alemanha
* 1928 - Villa Savoye, Poissy-sur-Seine, França
* 1929 - Armée du Salut, Cité de Refuge, Paris, França
* 1930 - Pavillon Suisse, Cité Universitaire, idem.
* 1933 - Tsentrosoyuz, Moscou, URSS
* 1947-1952 - Unité d'Habitation, Marseille, França
* 1949 - Usine Claude et Duval, Saint-Dié-des-Vosges, França
* 1950-1955 - Chapelle Notre-Dame-du-Haut, Ronchamp, França

Ficheiro:Ronchamp chapel5.jpg
Capela de Ronchamp, França

* 1951 - Maisons Jaoul, Neuilly-sur-Seine, França
* 1952-1959 - Edifícios em Chandigarh, Índia
* 1952 - Haute Cour
* 1952 - Musée et Galerie d'Art
* 1953 - Secrétariat
* 1953 - Club de kk Nautique
* 1955 - Assemblée
* 1959 - Ecole d'Art

Edifícios em Chandigard, India

* 1953 - Maison du Brésil, Cité Universitaire, Paris, França
* 1956 - Unité d'Habitation de Briey en Forêt, Briey en Forêt, França
* 1957-1960 - Sainte Marie de La Tourette, Lyon, França
* 1958 - Pavillon Philips, Bruxelas, Bélgica (demolida)
* 1960 - Unité d'Habitation de Firminy, Firminy, France
* 1961 - Carpenter Center for the Visual Arts, Universidade Harvard, Cambridge, Massachusetts

Entre seus projetos mais famosos se encontram:

* Villa Savoye - uma das residências mais famosas do mundo. Le Corbusier aplicou aqui seus 5 pontos para uma nova arquitetura.
* Unidades de Habitação - a primeira construída (em Marselha) abriu caminho para a realização de mais três na França e uma na Alemanha Oriental. Estabeleceu a prática da construção modularizada e possibilitou ao arquiteto estudar as proporções humanas aplicadas ao projeto de edificações, sintetizadas em seu modulor.
* Conjunto de edifícios-sede da Organização das Nações Unidas - Nova Iorque, EUA, 1953. Embora não tenha chefiado a equipe que projetou o complexo, Corbusier exerceu um papel bastante ativo em seu projeto. O projeto é considerado um dos representantes máximos do International style.
* Palácio da Assembléia em Chandigarh, 1953. Assim como os outros edifícios da cidade, representa uma mudança na trajetória do arquiteto. Le Corbusier passa a adotar um partido mais brutalista em seus projetos.
* Chapelle Notre-Dame-du-Haut - capela em Ronchamp, França, 1955. Uma das capelas mais famosas do mundo, também representa uma virada na obra do arquiteto.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Lego

Impossível não postar essa maquete toda feita de lego pelo arquiteto croata, Matija Grguric, que sempre trabalhou com lego mas a Villa Savoye é o seu trabalho mais famoso e que ja foi publicado em vários blogs.

terça-feira, 3 de novembro de 2009